domingo, 27 de março de 2011

Transporte coletivo sucateado deixa usuários revoltados

Publicado no Dia 25/03/2011
Eli­zan­ge­la Moura


Raul Pereira
Os melhores ônibus da Cidade do Sol não trafegam pelo Sumaré deixando os moradores revoltados
Ôni­bus su­ca­tea­do. Pelo menos é o que está acon­te­cen­do com a linha Li­ber­da­de II / Su­ma­ré, no gran­de Alto de São Ma­noel.
A equi­pe de re­por­ta­gem do COR­REIO DA TARDE, re­ce­beu de­nún­cias de mo­ra­do­res do bair­ro Su­ma­ré, de que um dos ôni­bus que faz aque­la rota, está cir­cu­lan­do em pés­si­ma con­di­ções, dei­xan­do os usuá­rios trans­tor­na­dos.

Se­gun­do re­la­to dos usuá­rios o ôni­bus está su­ca­tea­do e não tem equi­pa­men­tos de se­gu­ran­ça, além disso, os pas­sa­gei­ros tam­bém re­cla­mam que não há fis­ca­li­za­ção. Os pas­sa­gei­ros estão in­dig­na­dos com a si­tua­ção do ôni­bus da Ci­da­de do Sol/Ouro Bran­co, que faz aque­le tre­cho e des­ta­cam que as con­di­ções do mesmo são "pés­si­mas e de­su­ma­nas".

"Não es­pe­ro mais pelo ôni­bus do Su­ma­ré, por­que tenho medo de acon­te­cer um pro­ble­ma mais grave, ele já ficou no prego vá­rias vezes, é velho, não pres­ta­va mais para Natal e man­da­ram o resto aqui para Mos­so­ró. Pa­re­ce que foi aci­den­ta­do, aí re­men­da­ram e co­lo­ca­ram pra rodar no Su­ma­ré, é um ab­sur­do", disse in­dig­na­da, a co­mer­ciá­ria Iva­nu­sa Pe­rei­ra, que tra­ba­lha em uma loja do cen­tro, e é usuá­ria do trans­por­te co­le­ti­vo.

O que foi re­cla­ma­do por Iva­nu­sa Pe­rei­ra, tam­bém é dito por vá­rios ou­tros usuá­rios, que não en­ten­dem o des­ca­so da em­pre­sa, com o mo­ra­do­res da­que­le setor. " Quan­do a gente está no ponto do cen­tro, che­gam vá­rios ôni­bus para o Nova Vida, gran­des e pe­que­nos, e todos eles são de ótima qua­li­da­de, e eu que­ria saber por­que a ci­da­de do sol in­ves­te tão pe­sa­do na­que­le bair­ro, e no Li­ber­da­de e Su­ma­ré, que são bem maio­res, só tem o que não pres­ta, sem falar que para nós é um mi­croô­ni­bus, bem aper­ta­di­nho, e sem ne­nhu­ma con­di­ção de uso", disse em tom de re­vol­ta, o ele­tri­cis­ta Paulo Er­me­ne­gi­no Tor­res, re­si­den­te no Li­ber­da­de II.

O mi­croô­ni­bus, que está sendo mo­ti­vo de de­nún­cia por parte dos usuá­rios, é sem iden­ti­fi­ca­ção, por­que foi pin­ta­do de bran­co re­cen­te­men­te mas, no in­te­rior do veí­cu­lo, as con­di­ções são ex­tre­ma­men­te pre­cá­rias. O COR­REIO DA TARDE con­fir­mou o que foi re­cla­ma­do pela po­pu­la­ção, e pode ver in loco, as con­di­ções pe­ri­go­sas de cir­cu­la­ção, uma vez que a es­ca­da de aces­so dos pas­sa­gei­ros está pra­ti­ca­men­te que­bra­da, o que pode pro­vo­car a queda de um usuá­rio, a ca­tra­ca bem aper­ta­di­nha causa cons­tran­gi­men­to e des­con­for­to, e a fia­ção elé­tri­ca do pai­nel fica á mos­tra, o que pode pro­vo­car um curto-circuito ou coisa pior.

As ja­ne­las estão em­per­ra­das, ou que­bra­das, e não abrem, pio­ran­do o calor, prin­ci­pal­men­te em ho­rá­rio de pico, quan­do o mi­croô­ni­bus fica su­per­lo­ta­do. A mar­cha do veí­cu­lo tam­bém em pés­si­mas con­di­ções, mui­tas vezes fica em­per­ran­do, pio­ran­do ainda mais a si­tua­ção. " A gente sofre com esses mi­croô­ni­bus, tanto quem está sen­ta­do quan­to quem está em pé. Por­que sen­ta­do, a gente fica le­van­do pan­ca­das de bol­sas na ca­be­ça o tempo todo, e em pé, é um aper­to da­na­do, e não tem como não se es­fre­gar nas pes­soas para poder des­cer do ôni­bus, o que em mui­tas vezes causa cons­tran­gi­men­to e con­fu­são", com­ple­tou Paulo Tor­res, acres­cen­tan­do que a em­pre­sa ci­da­de do sol/ouro bran­co, po­de­ria fazer uma aná­li­se das rotas, e co­lo­car pelo menos um ôni­bus, e não um mi­croô­ni­bus, para cir­cu­lar pelo Li­ber­da­de II/Su­ma­ré, visto que exis­te um gran­de nú­me­ro de usuá­rios na­que­le setor, " ou então di­fe­ren­ciar o preço da pas­sa­gem para quem pega ôni­bus e para quem pega mi­croô­ni­bus", fi­na­li­zou.

" Somos trans­por­ta­dos em um mi­croô­ni­bus que está su­ca­tea­do, mal con­ser­va­do, sujo, com sis­te­ma de fre­na­gem de­fi­cien­te e o pior, não tem os itens bá­si­cos de se­gu­ran­ça , como es­te­pes, os pneus são ca­re­cas, falta ma­ca­co, cinto de se­gu­ran­ça, chave de roda e etc, o que pode cus­tar nos­sas vidas. Mas o que é mais gri­tan­te e que nos deixa cho­ca­dos é a falta de fis­ca­li­za­ção" , des­ta­cou Li­dia­ne San­tia­go, re­si­den­te no Su­ma­ré.

Os usuá­rios fri­sam que temem pela pró­pria vida, pois não há outra em­pre­sa fa­zen­do o trans­por­te para aque­le setor. Os usuá­rios co­bram das au­to­ri­da­des com­pe­ten­tes a fis­ca­li­za­ção e so­lu­ção do caso, antes que acon­te­ça o pior.

Titular da Getran diz que fará fiscalização

Pro­cu­ra­do por nossa equi­pe de re­por­ta­gem, o ge­ren­te de Trân­si­to de Mos­so­ró - GE­TRAN, Jaime David Val­der­ra­ma, disse que des­co­nhe­ce essa in­for­ma­ção, mas que irá rea­li­zar uma fis­ca­li­za­ção, e pro­cu­rar saber da pró­pria em­pre­sa res­pon­sá­vel por aque­le tre­cho, ou seja, ci­da­de do sol/ouro bran­co, o que está acon­te­cen­do.

" Não es­ta­va sa­ben­do desse pro­ble­ma, por­que para cir­cu­lar pelas ruas de Mos­so­ró, todos os re­pre­sen­tan­tes das em­pre­sas que atuam na ci­da­de sabem de nossa re­gras, sabem como devem ser as con­di­ções dos ôni­bus apre­sen­ta­das aos usuá­rios, e por isso vamos pro­cu­rar de­ta­lhes sobre essa ques­tão e re­sol­ver o pro­ble­ma", des­ta­cou Val­der­ra­ma.

Os usuá­rios de trans­por­tes co­le­ti­vos de pas­sa­gei­ros em Mos­so­ró, que ti­ve­rem re­cla­ma­ções sobre os ôni­bus que estão cir­cu­lan­do pela ci­da­de, po­de­rão ligar para o nú­me­ro 3315-5008, e fa­ze­rem a de­nún­cia.

Fonte : http://www.correiodatarde.com.br/editorias/correio_mossoro-61717

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