quinta-feira, 7 de abril de 2011

Apresentação de ônibus em Curitiba revela tendência de transportes

Além dos modernos Neobus Mega BRT, que têm uma linha de produtos que vai desde os ônibus “convencionais” para o serviço Ligeririnho de Curitiba, empresas de ônibus que servem a Rede Integrada de Transportes mostraram novidades. O presidente da Volvo divisão de ônibus de toda a América Latina, Luís Carlos Pimenta, e o representante da Neobus, no Paraná, Fernando Crocetti revelaram que os planos das duas indústrias são grandes tendo em vista a melhoria da mobilidade



ADAMO BAZANI – CBN
No aniversário de Curitiba, cidade que completou 318 anos, a apresentação de 97 ônibus novos representou não apenas um ato político ou uma ação específica para a cidade, mas a consolidação de uma nova tendência latino-americana de transportes por ônibus com eficiência, qualidade e com níveis e conforto e atendimento de demanda que não perdem para os modais metroferroviários.
Neobus Mega BRT promete lançar tendência nova na maneira de transportar. FOTO: Adamo Bazani
O Parque Barigui, em Curitiba, foi tomado por 97 ônibus, todos novos, de várias empresas que operam na RIT – Rede Integrada de Transportes, que atende a Região Metropolitana.
Mas o evento não significou só uma reunião de veículos zero quilômetro para transporte público. A cerimônia, realizada neste dia 29 de março de 2001, mostrou como é a mobilidade que a população precisa e as soluções para as cidades que têm o tempo e o recurso para a implementação de novos sistemas escassos.
Mais uma vez destaque para a linha Neobus Mega BRT, dotada de um design futurista, que tira de vez a forma “quadradona” atribuída aos ônibus.
Além do design, no entanto, o veículo é uma resposta da indústria de ônibus, das cidades que pensam nos transportes públicos e das empresas às necessidades antigas no setor de mobilidade.
Sendo assim, não basta ter um ônibus que cumpra seu papel. Ele tem de apresentar diferenciais. Tecnologia, conforto, segurança e sim um visual agradável.
Várias pesquisas de mercado mostram que o passageiro se importa sim com o visual do ônibus. Ele não pode saber quais os modelos, os nomes das fabricantes e os tipos de motores, como os busólogos, grupo que admira, coleciona e tem o ônibus como fonte de pesquisa, informação, diversão e até
Luis Carlos Pimenta, em entrevista ao repórter Adamo Bazani.: O BRT é uma solução viável com os mesmo resultados de outros modais e sem necessidade de alarde político. FOTO: ADAMO BAZANI
relacionamento.
Isso faz parte da questão da mobilidade feita para as pessoas e não para veículos. Tão importante quanto ser bem atendida a população tem de sentir que está bem atendida. EÉ o sentir-se bem na cidade onde mora, trabalha e estuda. Um ônibus moderno aumenta essa sensação de bem estar e contentamento até para quem não sua o transporte coletivo, mas sabe que sua cidade é organizada pelos ônibus que vê percorrer nas ruas.
Fernando Corcetti, representante da Neobus no Paraná, esteve na apresentação dos novos veículos. Ele falou dos desafios para um produto inovador.
“Realmente é um desafio romper tendências, paradigmas. Pois temos de inovar, mas ao mesmo tempo não chocar negativamente. Mas arriscamos e deu certo, hoje o Neobus BRT é tendência que vai influenciar até mesmo as outras encarroçadoras” – disse Fernando Crocetti – ACOMPANHE EM VÍDEO A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
A responsável pela plataforma do maior ônibus do mundo, que tem uma dimensão total de 28 metros de comprimento, é a Volvo Latin America.
A Volvo em 1991 lançou o primeiro ônibus biarticulado da América Latina justamente para o sistema de transportes de Curitiba. E atualmente, ao apresentar o Volvo B 12 M nesta configuração, inova mais uma vez.
Fernando Crocetti, da Neobus, empresa fabricante da inovadora carroceria modelo Neobus VBRT: desafio foi inovar, lançar uma forma de ônibus que agrade a população e que convença a pessoa a deixar o carro em casa, mas com as inovações, ao mesmo tempo não causar estranheza. FOTO: ADAMO BAZANI
Apesar de Curitiba, considerado um dos melhores sistemas por ônibus no Brasil, ser o ponto de partida operacional do produto, as pretensões da Volvo vão além de fronteiras.
É o que explica Luis Carlos Pimenta, presidente da Volvo Latin America.
“Vemos que hoje as cidades que querem se desenvolver devem pensar na mobilidade por transporte público. Já é uma necessidade urgente. E o BRT – Bus Rapid Transit, talvez não tenha o mesmo impacto político de grandes obras, mas é a solução mais rápida e economicamente viável para as cidades com as do Brasil. Certamente, como foi em outras nações que abrigaram grandes eventos internacionais, o BRT será a resposta mais adequada para as necessidades de deslocamento” – disse Pimenta – ACOMPANHE O VÍDEO DA ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
Até o meio do ano, a cidade de Curitiba e os municípios que integram a Região Metropolitana, devem recebem 544 ônibus novos. Todos com os mais modernos conceitos de humanização dos transportes.
Além dos Neobus Mega BRT, fazem parte desta renovação outros modelos, que também foram apresentados, como o Marcopolo Torino, o Caio Millennium II, o Caio Apache Vip II, Noebus Mega, Neobus Spectrum City (micrão) e Marcopolo Viale.
Como o Blog vem acompanhando, os projetos de transportes voltados para a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016 sem exceção apresentam atrasos. Mas os projetos mais “mirabolantes” e de impacto político, que requerem mais obras e maior custo para construção e implantação, são os que possuem um atraso ainda mais preocupante. Muitos sequer saíram do papel e outros foram abandonados ou deixados mais para o futuro porque os estádios foram reprovados pela Fifa, como ocorreu em São Paulo.
Além do Modelo Mega BRT, empresas quê servem Curitiba e Região Metropolitana, apresentaram ônibus novos, dentro dos mais modernos padrões de conforto e acessibilidade. FOTO: ADAMO BAZANI
A grande pergunta diante destes casos como vai e vem das obras e priorização e “depriorização” dos projetos de acordo com as decisões da entidade máxima de futebol é: será que os poderes públicos pensam em mobilidade apenas como uma solução para a Copa?
A população nas grandes e médias cidades precisa de meios de transporte eficientes há muito tempo, independentemente de qualquer evento esportivo. Muitas cidades cresceram, mudaram o perfil econômico, o relacionamento entre as pessoas e em algns casos o jeito de transportar é o mesmo. Pensar num transporte coletivo moderno é questão de facilitar o acesso dos cidadãos a outros serviços, como saúde, educação e lazer e garantir qualidade de vida para quem paga e muito para ser transportado e viver numa cidade.
Os modais metroferroviários são apontados como especialistas para o atendimento de grandes demandas. Mas dentro das realidades econômicas, e até políticas de algumas regiões, cujas obras são mais escolhidas por critérios partidários que técnicos, o ônibus mostra que tem futuro e pode dar conta de boa parte desta carência por transportes modernos.
Neobus Mega BRT, ônibus maior do mundo, com 28 metros de comprimento. Intenção das fabricantes não é apenas mostrar um veículo com design bomito, mas acima de tudo, trazer um novo jeito de transportar. FOTO: ADAMO BAZANI
Prova é Curitiba, que apresentou o primeiro sistema de BRT – Bus Rapit Transit do Mundo, em 1974, com Jaime Lerner, sendo referencial até hoje para países de diversas condições econômicas, o primeiro ônibus biarticulado, em 1991, e que atualmente, com a ampliação de linhas e corredores, como a Linha Verde que irá de Curitiba a região de Fazenda Rio Grande, adoção de ônibus cujas operações contemplam consciência ambiental, como estes BRTs Volvo Neobus que operam com 100% de combustível.
O ônibus sim tem futuro. Basta agregar tecnologia, respeito no atendimento aio passageiro, priorizá-lo no espaço urbano, apresentar veículos agradáveis que atraiam uma determinada classe social que não andaria em “imensas latas velhas que ficam poluindo e fazendo barulho por aí, e, acima de tudo, mostrar respeito com o dinheiro público e o cidadão. E um dos melhores exemplos foi justamente Curitiba. A cidade preferiu aperfeiçoar e ampliar um modelo que já deu certo em vez de fantasiar e até agora nada a oferecer de concreto para o cidadão, muitas vezes, sem transparência com os recursos públicos, fazendo e desfazendo de projetos que em si, só para serem desenhados pelos engenheiros, mesmo que aposentados depois, consomem altos recursos.
Basta não dar o passo maior que a pena.
Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes, em viagem a Curitiba.

Fonte: Onibus Brasil


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