sexta-feira, 25 de maio de 2012

Estudo do Ipea aponta VLT e BRT como soluções mais baratas

O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), por meio de seu estudo “Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas Públicas”, divulgado recentemente, afirmou que a União deveria ser mais participativa no desenvolvimento de sistemas de mobilidade sustentáveis nas grandes metrópoles brasileiras, com a criação de programas de investimento diretos e também cobrindo as dificuldades de Estados e municípios neste quesito.

Segundo o levantamento, os desafios para a promoção da mobilidade urbana são grandes e exigem soluções mais consistentes. Para o Instituto, o País precisa de incentivos para um transporte público coletivo, que seja rápido, seguro, confortável e com tarifas acessíveis. A entidade aponta a importância de incentivar este tipo de serviço tendo em vista o avanço do transporte individual nas cidades brasileiras.

O levantamento indica que o Governo deveria buscar novas formas de investimentos em mobilidade. De acordo com os pesquisadores, as duas principais alternativas seriam a formação de consórcios públicos e parcerias público-privadas. O Ipea afirma que os projetos para melhoria no transporte não deveriam ficar restritos aos inscritos no PAC (Programa de Aceleração ao Crescimento), e que a competência de realiza-los se divide nos níveis estaduais, municipais e federal.

Segundo o levantamento, duas opções para o transporte público de passageiros de qualidade, já vem sendo adotadas pelo Brasil e mundo, e deveriam ser incentivadas: o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e o Sistema de Ônibus de Rápido (BRT). Os modelos apresentam custos menores de instalação e maior flexibilidade operacional – podendo atuar em tráfego misto ou em vias exclusivas.

De acordo com o estudo, o preço por quilômetro das duas instalações não é muito alto. O custo do VLT, por exemplo, em Brasília foi de R$ 60 milhões a cada mil metros, enquanto em Fortaleza este valor foi de R$ 20 milhões. Já o BRT foi orçado em R$ 20 milhões por quilômetros, montante que não ultrapassa 15% dos recursos necessários para construção de uma mesma área do metrô.

Enquanto estes sistemas aparecem como uma alternativa barata, a opção por metrô tem se demonstrado uma das mais caras. A pesquisa revela que o preço por quilômetro da malha metroviária varia de R$ 100 milhões a R$ 290 milhões. Para que São Paulo chegasse, por exemplo, aos números da extensão do metrô da Cidade do México, que é de 200 quilômetros, seriam gastos aproximadamente R$ 38 bilhões.

Se as 39 regiões metropolitanas brasileiras adotassem o padrão seguido na capital mexicana – dez quilômetros de metrô para cada milhão de habitantes –, mais 600 quilômetros de metrô deveriam ser construídos no Brasil. O custo seria de R$ 85 bilhões, considerando um investimento médio de R$ 130 milhões por quilômetro. O valor dobraria se fosse seguido o padrão observado em cidades como Londres e Paris, que possuem menos de 500 mil habitantes para cada dez quilômetros de linha metroviária.

Fonte: Webtranspo

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