segunda-feira, 2 de julho de 2012

Consórcios: Mudanças no transporte de Fortaleza

Fonte: FORTALBUS
 
Por Fortalbus
Esse último domingo, 1º, ficou marcado pelos 20 anos da implantação do Sistema Integrado de Transporte e do início das operações dos consórcios vencedores da licitação do transporte coletivo lançada pela Prefeitura de Fortaleza. Essa nova modalidade de operação é inédita na capital e deverá durar pelos próximos 15 anos, sendo prorrogado por igual período. Até lá, Fortaleza deverá passar por profundas mudanças no transporte. Porém, é preciso ações para que tal mudanças se concretizem.

O dia amanheceu com os ônibus circulando com a identificação de seus respectivos consórcios. Algumas empresas assumiram o lugar de outras que não concorreram e tiveram de encerrar suas atividades. Falta de estrutura, ônibus com idade média superior ao exigido, entre outros entraves traçaram os seus destinos, deixando apenas recordações aos passageiros, sejam boas ou ruins.

E é justamente no modo de transportar que o passageiro perceberá a diferença. Quem antes era atendido por alguma dessas empresas, agora contam com veículos novos, propiciando o mínimo de conservação durante o seu percurso. 

Por um outro lado, os consórcios mostraram que não seguiram a teoria ao pé da letra. Por ser o primeiro dia, é compreensível que seja um período de adaptações e aperfeiçoamento para os próximos. Não muito raro de se ver, era possível observar ônibus com identificação de um consórcio operando em outro, o que na tese não deveria acontecer. Muitos veículos sequer possuíam identificação. Será que cenas como essas se repetirão? Haverá veículos reservas o suficiente para atender a demanda de cada consórcio? 

No meio disso tudo, um fato chamava a atenção. Dentre as que não concorreram à licitação, a São José de Ribamar estava com alguns de seus veículos nas ruas, dividindo espaço com as novas empresas detentoras das linhas em que opera. A Empresa segue resistindo e tem como base a vigência das permissões concedidas pela Prefeitura, prevista para encerrar em dezembro de 2013. 
Em meio às mudanças, nada muda para a maioria dos usuários até então. Após a distribuição das áreas para cada consórcio, é esperado um posicionamento mais firme por parte do poder público na relação com as empresas operadoras. Intensificar o processo de renovação de frota, adquirir veículos de maior porte de, tal como articulados, na qual a população tanto anseia, e aprimorar ainda mais a qualidade de seus serviços, são eixos fundamentais para que tais mudanças sejam perceptíveis e beneficiem todos os usuários.

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