domingo, 27 de dezembro de 2015

Mossoró: Falta de estrutura prejudica usuários da Rodoviária

Prédio reúne os serviços da Central do Cidadão, Departamento de Trânsito do Rio Grande do Norte (DETRAN-RN) e Terminal Rodoviário. Problemas comunos são: banheiros interditados, iluminação precária, falta de segurança e de manutenção da limpeza.


Dois dos banheiros localizados no prédio estão interditados – Foto Wilson Moreno
Foto: Wilson Moreno
Banheiros interditados, iluminação precária, falta de segurança e de manutenção da limpeza são alguns dos problemas enfrentados pelos usuários do Centro Administrativo Integrado Diran Ramos do Amaral, inaugurado há mais de um ano e que reúne os serviços da Central do Cidadão, Departamento de Trânsito do Rio Grande do Norte (DETRAN-RN) e Terminal Rodoviário.
“A questão da higienização aqui é péssima”, diz a atendente Gliciane Kaline, que trabalha no prédio. Segundo ela, os usuários reclamam da situação dos banheiros. Dois deles – um feminino e um masculino – estão interditados e os outros dois também apresentam problemas. Ela conta que já chegou a ocorrer de o banheiro que está liberado entupir e escorrer água suja para outras partes do prédio. Na ocasião, os próprios donos de lanchonetes tiveram que tirar dinheiro do próprio bolso para resolver o problema.
A atendente também reclama da falta de cuidado com a limpeza do prédio do modo geral e da ausência de manutenção da área externa.
Outro problema apontado é com relação à segurança. Ela conta que o Detran possui segurança privada, mas o serviço contratado pelo órgão se limita à área delimitada ao Departamento de Trânsito.
Um usuário que frequenta o local com frequência e que preferiu não se identificar reforça as reclamações e cita a má estruturação do prédio, a falta de sinalização e iluminação adequadas, além da ausência de segurança. Ele também reclama da falta de limpeza na área externa. “A parte de fora é responsabilidade da Prefeitura. O Estado é responsável pelo prédio em si”, comenta o usuário, acrescentando ainda que, por causa dos problemas tem que ouvir comentários maldosos de pessoas de outras cidades, que acabam fazendo analogia à cidade em relação às condições do local.
Por telefone, a reportagem da GAZETA DO OESTE tentou contato com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), órgão responsável pela administração do prédio. Mas o diretor de Transporte, Cláudio Medeiros, estava em uma solenidade e as ligações seguintes não foram atendidas.
Já o secretário de Serviços Urbanos do Município, Carlos Clay, afirmou que o serviço de limpeza dentro da rodoviária é responsabilidade do Estado, assim como em todo o terreno localizado dentro da cerca para a área estadual do município. “Não se resume ao prédio em si”, afirma. Segundo ele, se o lixo estiver fora da cerca, nas ruas da cidade, então o município tem como tomar providências.

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