sexta-feira, 24 de junho de 2016

Relembrando: Empresário de transporte quer ser prefeito para "usuário"

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Dono da empresa de ônibus Cidade do Natal, Augusto Maranhão deverá gerar muita polêmica nas eleições de 2016. E isso com uma vassoura em mãos. Ele é pré-candidato do PTN (Partido Trabalhista Nacional) à prefeitura da capital potiguar e diz que será o melhor gestor para o usuário do transporte coletivo.
As convenções do PTN, do partido de Jânio Quadros – que lançou na década de 1960 o jingle ‘varre, varre, vassourinha...’, em referência ao combate à corrupção - ainda vão confirmar ou não a candidatura do empresário. Ele, porém, já apresenta propostas, e diz que não vê choque de interesses entre a atividade privada e sua possível administração pública.
Num momento em que o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros do Município do Natal (Seturn) pede um reajuste de mais de 20% na tarifa, passando dos atuais R$ 2,65 para R$ 3,19, Augusto diz que seu governo implantará “a tarifa mais barata e o melhor serviço do Brasil”.
O pré-candidato, entretanto, reconhece que será difícil se eleger. O partido é pequeno, com praticamente nenhuma representação na cidade. Seu nome também deverá sofrer ataques. “Eu pretendo fazer uma campanha voltada à cidadania. Se conseguir votos; se não conseguir, o recado será dado”, analisa.
“Nós temos que ter políticas públicas de subsídio ao sistema de transporte, como é no mundo todo e em algumas capitais do Brasil”, defende Augusto Maranhão, ao explicar como cumprirá as promessas para o transporte coletivo. “É um crime o que fazem com o usuário do ônibus. O social (meia-passagem e gratuidade) só é pago pelo usuário. Você não usa o restaurante popular, mas você paga. Você não usa o programa do leite, mas você paga. Quando é o ônibus, o único que paga pelo social é o usuário. Está errado. Quem tem que pagar é a sociedade”, acrescenta.
O empresário ainda diz que irá “peitar” o governo do estado para garantir ao transporte coletivo a isenção do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que representa 25% do óleo diesel, a exemplo do que ocorre com as companhias aéreas que operam no estado, bem como com os barcos de pesca. Em Recife, o combustível – que é o segundo insumo mais caro para as empresas – é comprado a R$ 2,15. Em Natal esse custo é de R$ 2,60. A redução desse custo teria reflexo na redução da tarifa, complementa. “Uma prefeitura não tem condição de peitar o governador não? Na hora! O cara libera”, diz.
Augusto Maranhão argumenta que, com a fiscalização através dos exames de contas, do acompanhamento de órgãos como o Ministério Público e outros meios de pressão social, não há razão para desconfiar que ele vá pender a balança dos interesses, mais para o privado que para o público.

Licitação
O empresário também comentou a respeito da lei do transporte público aprovada pela Câmara Municipal no ano passado e que gerou um imbróglio entre o Executivo e o Legislativo, atualmente aguardando decisão da Justiça.
Para ele, os empresários aguardam “ansiosamente” pelo processo, mas as exigências aprovadas “engessaram” a lei e tornaram-na inexigível. “Cada um [dos vereadores] botou tanta coisa, que inviabilizou. Por exemplo: não há condição de passar nas lombadas com piso baixo. Na primeira lombada, arranca o batente do ônibus. Não há condições de estacionar rente a determinadas calçadas. Um piso baixo não passa ali na Igreja de Bom Jesus, não sobe a ladeira de Mãe Luiza, não cruza a linha férrea do Planalto”, argumenta, avaliando que é preciso ter um transporte dentro da realidade econômica e de infraestrutura da cidade. “No transporte público, todo mundo é um técnico, como no futebol. Todo mundo tem uma solução, mas ninguém quer fazer sua parte”.
Em crítica à iniciativa da Prefeitura de trazer artistas de fora para os festejos populares de Natal, Augusto Maranhão afirma que os recursos públicos só irão pagar shows de artistas da cidade, caso seja eleito. “O turista não vem passar o Carnaval em Natal porque é Ivete Sangalo quem vem cantar aqui. Ele vem para curtir a beleza da cidade, o povo hospitaleiro. Montar uma bandinha de frevo com artistas locais cantando é o mesmo resultado”, defende.
Não inventar a roda e fazer o básico, o feijão com arroz, são os apontamentos do pré-candidato quanto à sua própria gestão. Ele afirma que sua administração será a do governo da cidadania, inclusive com a criação de uma secretaria responsável por todos os serviços municipais relacionados ao tema. Para ele, o prefeito precisa apenas  executar bem o papel de gerente da máquina pública municipal.
Augusto já faz promessas. Diz que nas unidades de saúde, por exemplo, serão instalados letreiros eletrônicos onde constarão os nomes da equipe médica, conforme a escala, além do horário de trabalho dela e de todo o funcionalismo da unidade.
Os secretários municipais, aponta, serão administradores públicos, formados pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). “Tem muitos bons profissionais que a universidades está colocando no mercado. O médico não vai ser secretário, vai clinicar. Na escola, a professora vai ensinar ou fazer atividades correlatas à sua atividade educacional. A diretora vai ser uma administradora”, diz.
Aumentar a fiscalização de trânsito e o tamanho da guarda municipal são outras propostas do pré-candidato. Ele também afirma que vai criar uma guarda municipal mirim, que deve trabalhar com crianças das comunidades da cidade.
“Toda a publicidade municipal será educativa, para ensinar a estacionar o carro, a respeitar os mais velhos, a fazer uma fila para embarcar no ônibus, a tratar bem o motorista e o cobrador de ônibus, a tratar bem o vizinho, a não botar lixo no canteiro central”, garante. “Não vai aparecer eu com aquele capacete branco, apontando para um trator que está fazendo um buraco. Nada”, conclui. 
*Assista o vídeo:

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