quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Comil, em crise, pede recuperação judicial

Empresa diz que foi afetada pela situação econômica do país, mas não informou o valor das dívidas.


A fabricante de ônibus Comil anunciou nesta terça-feira, 13 de setembro de 2016, que entrou na Justiça do Estado do Rio Grande do Sul com pedido de recuperação judicial.


Em comunicado oficial, a empresa informou que o pedido foi apresentado nesta segunda-feira, 12 de setembro.


Em diversos trechos do comunicado, a Comil citou a situação econômica brasileira, que fez com que a demanda por veículos comerciais de grande porte caísse 60% nos últimos três anos, atingindo o nível de produção da primeira década dos anos 2000.


“A crise econômico-financeira que avassala as empresas brasileiras, especialmente o setor industrial automobilístico, trouxe dificuldades sem precedentes em nossa indústria […]. Essa crítica situação nos impeliu a tomar medidas duras e traumáticas, como o encerramento das atividades industriais da unidade em Lorena (SP) e demissões de número expressivo de trabalhadores na planta de Erechim, o que fizemos com enorme tristeza”.
A empresa não informou à imprensa o total de débitos, mas diz que não há condições de pagar todas as dívidas com fornecedores e trabalhadores atualmente.


No começo deste mês, a empresa demitiu 850 funcionários. Em torno de 900 empregados ainda atuam na sede em Erechim, no Rio Grande do Sul, trabalhando em meio turno.


Já a fábrica de ônibus urbanos em Lorena, no interior de São Paulo, foi fechada por tempo indeterminado no início deste ano.


Mesmo em Erechim, a Comil deve deixar de lado, momentaneamente, a produção de ônibus urbanos, concentrando-se nos modelos rodoviários e para fretamento.


CALOTE DO GOVERNO FEDERAL CONTINUA
Além da queda de vendas por causa da crise econômica, a Comil também amarga um calote de R$ 44 milhões por parte do Governo Federal.


Micro-ônibus do modelo Comil Piá foram vendidos para o “Programa Crack, é Possível Vencer” muitos dos quais usados nas imediações de estádios da Copa do Mundo.


Os micro-ônibus possuem tecnologia para recebimento de dependentes químicos, que são monitorados por câmeras, além de possuir, também, materiais médicos.


A dívida foi contraída na gestão Dilma Rousseff, e o governo ainda não pagou.


Os R$ 44 milhões poderiam auxiliar a Comil, inclusive, a manter alguns funcionários.


Por Adamo Bazani

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